3ª Fase – Visão Estratégica
A formulação do Plano Estratégico do Tribunal para o período de 2011 a 2015 – PET-TCU 2011-2015 foi iniciada no final de 2009.
O Plano Estratégico traça os objetivos de longo prazo, evitando descontinuidades de curto prazo. Essa peça é de fundamental importância para garantir inovação aos processos de trabalho do TCU, agregar valor à gestão pública e superar a expectativa que a sociedade deposita em uma instituição superior de controle.
A partir da identificação da organização e da análise de ambiente, deverão ser conduzidas duas Etapas, denominadas respectivamente de Visão do Presente e Visão de Futuro. A primeira busca o estabelecimento de Medidas de curto e médio prazos, com base em uma visão atual da organização e do ambiente. A segunda visa o estabelecimento de Medidas de médio e longo prazos, a partir de uma visão de futuro do ambiente, com base na geração e interpretação de Cenários Prospectivos.
A seguir, conduz-se uma terceira Etapa, denominada de Avaliação de Medidas e Gestão de Resistências. Trata-se, aqui, de analisar, individualmente e em grupo, as Medidas vislumbradas e de incorporar, ao conjunto já proposto, outras relacionadas à Gestão de Resistências internas e externas à organização.
Visão do Presente:
Consiste na interpretação do ambiente e no estabelecimento de medidas decorrentes dos pontos fortes e fracos da organização. Para tal, levantam-se, primeiramente, as possíveis causas e conseqüências de cada um deles, da maneira mais abrangente possível e do ponto de vista da organização. A seguir, para cada causa e conseqüência identificada, devem ser vislumbradas medidas de curto e médio prazos, que:
- possam ser empreendidas pela organização;
- sejam coerentes com o propósito da mesma (missão, visão e objetivos estratégicos);
- visem a aproveitar as oportunidades e a eliminar ou atenuar as ameaças oferecidas pelo ambiente; e
- levem sempre em consideração os pontos fortes e fracos da organização.
Em outras palavras, as medidas vislumbradas poderão ser destinadas a:
- aproveitar uma oportunidade;
- proteger a instituição de uma determinada ameaça;
- reforçar um ponto forte da instituição e/ou suas causas ou conseqüências;
- corrigir um ponto fraco da instituição e/ou suas causas ou conseqüências.
O resultado obtido nesta etapa é o levantamento de possíveis ações a empreender no presente, voltadas para situações já em curso, favoráveis ou não, independentemente de uma visão de futuro.
Visão do Futuro
Normalmente, as ações planejadas e implementadas pela organização no presente, com base em uma visão atual dele mesmo e do ambiente, somente trarão resultados a médio e longo prazos. E uma vez que o ambiente, além de quase sempre estar fora do controle da organização, costuma mudar com freqüência, em função do comportamento de diferentes atores que influenciam as variáveis externas, é necessário, também, estabelecer-se uma visão de futuro do ambiente, obtida por meio de uma análise prospectiva, de forma a capacitar a instituição a adotar hoje decisões que lhe permitam fazer face aos possíveis impactos do amanhã.
As medidas que serão vislumbradas nesta segunda etapa, embora voltadas para possíveis acontecimentos futuros, devem ser implementadas no presente. A análise prospectiva consiste na busca da identificação de diversos futuros possíveis do ambiente (Cenários Prospectivos), dentro de um horizonte temporal específico, com o propósito de definir estratégias capazes de:
- Alterar, em favor da organização, as probabilidades de ocorrência dos acontecimentos abrangidos por sua esfera de competência; e/ou
- Prepará-la para o enfrentamento (ou aproveitamento) dos acontecimentos fora de sua competência.
Os cenários devem ser interpretados buscando-se identificar, para cada acontecimento futuro, as suas possíveis conseqüências, também situadas no futuro, e, a partir delas, de maneira pró-ativa, estabelecer medidas, no presente, capazes de fazer face a essas conseqüências. A etapa se desenvolve ao longo de uma seqüência de passos – concepção, avaliação, geração e interpretação de cenários, definição de questões estratégicas e proposição de medidas de futuro, cada qual com características específicas.